domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal :)


Estes últimos dias têm sido demasiado atarefados, o que explica o facto de o «Favourite Readings» andar menos actualizado.

No entanto, há sempre tempo para desejar um Feliz Natal a todos os que por aqui passam e, em especial, às pessoas que fui conhecendo nestes últimos meses - que sabem quem são :)

Desejos de um Natal mesmo muito feliz e que recebam muitos livros para que o novo ano que está aí à porta comece da melhor maneira!

Beijo enorme para todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

É preciso adorar o Natal! Obrigada Jojo*



Este selo muito fofo foi oferecido pela Jojo, do blog Os Devaneios da Jojo, que deve ser visitado muitas, muitas, mas mesmo muitas vezes durante o ano inteiro!

Regras
1ª: Enumere 10 livros que o/a marcaram este ano.
(Perguntas ingratas...)  
     1) A Leste do Paraíso (John Steinbeck)
     2) A Troca (David Lodge)
     3) O Mundo é Pequeno (David Lodge)
     4) O Império dos Pardais (João Paulo Oliveira e Costa)
     5) Quem Quer Ser Bilionário? (V. Swarup)
     6) Ainda Alice (Lisa Genova)
     7) A Medida do Mundo (Daniel Kehlmann)
     8) Miguel Street (V. S. Naipaul)
     9) Caim (José Saramago)
     10) Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo (Haruki Murakami)
 
2ª :Responder a pergunta: O que é que gostas mais de fazer no Natal?
O típico... ;) Estar com a família. Quando vamos passar o Natal «na terra» adoro estar a ler ao pé da lareira. O que interessa é estarmos juntos daqueles de quem gostamos, por muito cliché que seja.

3ª Dar este selo a pelo menos 3 pessoas.
É Natal e não há cá preferências. Seguidores: LEVEM! É uma ordem natalícia ;)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ensaio sobre a Cegueira

Título:Ensaio sobre a Cegueira
Autor:José Saramago
Editora:Caminho
Páginas:310
ISBN: 972-21-1021-7

Sinopse: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
Livro dos Conselhos"

Opinião: Soube que existiu na Universidade de Lisboa uma Tese de Doutoramento com 20 páginas em tempos idos. Coisa pouca, é certo, de outros tempos, também, mas o que interessa, realmente, é o conteúdo dos acervos, daí que a sinopse seja apenas aquilo que leram.
Passemos, então, à opinião.

Existem na sabedoria popular alguns ditados que se adequam, como ginga, a este livro. Para quem já sabe mais ou menos a história deste romance, de certo que se lembrará do que o outro disse: "quem tem olhos em terra de cego, é rei". Quem é o outro? - perguntam vocês e eu. Acho que nunca ninguém saberá, a sabedoria popular é mesmo assim. No entanto, será que, neste ensaio, quem tem olhos é realmente rei? Vamos ver.

O mote deste livro é simplesmente fantástico. Pensamos sempre em doenças que nos afectam do interior para o exterior, sempre em algo bacteriológico, e por ai adiante. Agora, a cegueira como doença? Algo que alguém pode «apanhar»? Só de alguém que imaginou a Península Ibérica deslocar-se do «meio-dia» e ir ter com a América do Sul. Adiante...
Julgo, e porque isto é mesmo assim, que nós não podemos ler estas páginas simplesmente pela sua história. Não! De facto, a história - não me canso de dizer isto - é mesmo muito boa e interessante. A Civilização cega, o Homem fica reduzido, mas não com a cegueira que comummente nós "conhecemos". É uma cegueira branca, um "mar" branco, que, mesmo na escuridão mais profunda, mantém quem a tem numa luminosidade constante. Todavia, é neste mar de leite que o homem encontra, verdadeiramente, uma escuridão de espírito. Têm que ler para perceber isto.
Salvo erro, Joel Serrão (historiador já falecido) escreveu uma obra em que estudava o nascimento da iluminação na cidade de Lisboa. Ele diz, por outras palavras, que este pequeno factor fez com que a nossa visão do mundo se modificasse. Abriu-nos novos horizontes. Onde é que eu quero chegar?

Algo que é referenciado no Ensaio é o facto de que toda a nossa civilização se baseou nessa pequena/grande qualidade: a visão. Todo o mundo é construído tendo por base a visão (salvo, infelizmente, alguns casos). Ora, como é que o mundo, nos dias de hoje e com toda a sua complexidade, se adaptaria sem a visão? No livro, a resposta é dada, mas apenas parcialmente, pois no final...

De notar que a condição humana - e porque vocês já se devem ter apercebido - é algo que se encontra implícito no livro. Existe uma clara evolução das personagens, da sua interacção, inicialmente com um sentimento de esperança à espera que a cegueira «passe», passando, depois, e com o evoluir dos acontecimentos, a uma mudança de cenário, com as pessoas a adaptarem-se à sua nova condição de toupeiras, a andar, não debaixo da terra, mas, perdoem-me o excessivo, pelas paredes.
Sendo o cenário principal um manicómio abandonado, onde os primeiros cegos são postos de quarentena, Saramago oferece-nos, e bem, uma visão extraordinária desse mundo novo. É aqui que podemos ver o qual degradante nós podemos ser sem umas pequenas comodidades. Tão frágeis que nós somos...
De salientar que, no meio disto tudo, deste mar branco, há quem tenha visão. Uma mulher. A mulher do médico oftalmologista que ficou cego. Não me perguntem os nomes das personagens, pois Saramago fez bem em não as «etiquetar», são mais uns no meio de tantos. É a única que . É a única que as pessoas não conseguirem andar como deve ser, é a única que a imundice do manicómio e depois das ruas. Foi a única que viu o seu marido a fazer sexo com uma mulher de óculos pretos. É única que como as pessoas se desleixam (em todos os sentidos) quando mais ninguém está a ver. É a única que repara em tudo o que os outros não conseguem. Será que ela se como rei no meio dos cegos?

É neste sentido que este "romance" constitui a assumpção máxima de ensaio, porque o é verdadeiramente.

P.S. O filme, embora com algumas partes omitidas por motivos lógicos, está bastante fiel ao livro.

Classificação: Excelente (9/10)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Leitura conjunta «Orbias» - Opiniões sobre a 1ª parte



flicka:
As primeiras páginas agarraram-me de imediato como uma sanguessuga.
Noemi e Lorelei, duas raparigas da Terra, são atacadas por sujeitos bizarros. Inesperadamente, no momento de auto-defesa, elas transformam-se em algo diferente: Noemi num Anjo e Lorelei numa Sereia. E depois são “transportadas” para o outro mundo. Afinal, quem são elas? Que mundo é este? Porque é que foram atacadas? E quem são estes sujeitos bizarros? Nem elas sabiam! À medida que a história foi avançando, fui ficando cada vez mais surpreendida com a originalidade da imaginação do autor Fábio Ventura! A existência de um Deus e de uma Deusa. A construção paralela de dois mundos – o da Terra feito por Deus e o do Mundo Mágico feito pela Deusa. A junção destes mundos originou uma guerra catastrófica e, por isso, tiveram que erguer uma barreira entre eles. Só as seis Guerreiras possuíam esse poder. O ritual entre elas, para separar definitivamente os mundos, falhou devido à ausência e traição de uma delas. A barreira foi assim erguida, mas “com buracos”. Os humanos da Terra e os da Orbia podem ainda entrar em contacto. Foi o que aconteceu: surgiu a Sociedade Índico, uma espécie de grupo secreto entre alguns Humanos e alguns Orbianos. Descobriram que esta Sociedade tem um objectivo que é unir os dois mundos. E então, foi construído outro grupo formado por Orbianos – a Sociedade Escarlate, cuja missão é impedir o objectivo da Sociedade Índico. Noemi e Lorelei são Guerreiras renascidas...
Esta imaginação é a parte de que mais gosto e que me prende. E também achei fascinante a descrição do mundo Mágico, tais como a Triganja e a floresta das flores, assim como as próprias transformações físicas das três Guerreiras. Tem acção, mas é relatada com humor que me tem suscitado algumas gargalhadas.
Em relação às próprias Guerreiras, sinceramente, acho-as idiotas para serem heroínas. Tenho a sensação de estar a ler uma história a gozar com o heroísmo das mulheres, ou que o autor Fábio Ventura “anda a brincar” com elas. E além disto, tenho reparado que a relação entre elas não está bem desenvolvida, como seria de esperar, visto o autor ser do sexo masculino. Contudo, tenho achado bastante piada a elas, para variar!
E cá vou continuar a leitura conjunta até à página 295. Já estou ansiosa por saber o desfecho desta história. Onde estão as outras Guerreiras? E os artefactos Mágicos (um já foi encontrado!)? 

Minha:
Confesso que se não fosse pelo facto de me ter comprometido a participar na leitura conjunta de "Orbias - As Guerreiras da Deusa" provavelmente não teria passado do 1º capítulo. Ainda assim, ultrapassado o impulso inicial de fechar o livro, em termos gerais, e tendo apenas em conta as primeiras 140 páginas, considero que a história em si é interessante. Infelizmente não me adapto ao estilo da narrativa, demasiado fluída e pouco (ou mesmo quase nada) densa. O que de melhor tem o livro é efectivamente a ideia em si. A história, como já referi, vai sendo construída com interesse crescente. No entanto, as personagens são demasiado «ocas» e infantis, o que é flagrante cada vez que o autor as coloca a discursar. Há considerações totalmente disparatadas, piadas que não tem graça e o leitor fica sempre com a sensação de que está perante rapariguinhas irritantes ao invés de jovens adultas que se preparam para enfrentar o maior desafio das suas vidas.
Eventualmente posso vir a mudar de opinião e talvez a apreciação da 2ª parte seja mais benevolente. Por agora sinto-me frustrada, pois esta é uma história que poderia dar origem a um excelente pedaço de literatura fantástica (ainda por cima made in Portugal) mas acaba por se revelar tão imatura como os 20 e poucos anos do escritor que a imaginou.
Espero estar redondamente enganada!
Tinkerbell:
O livro Orbias é constituído com uma ideia muito boa e até viciante.
Temos dois mundos: o mundo dos Humanos, sobre a responsabilidade de Deus e o mundo Orbias, sobre a responsabilidade da Deusa. Devido a um conflito entre eles, foi realizada uma tentativa de separar definitivamente os dois mundos por parte das 6 Guerreiras da Deusa. Este plano falhou quando no meio do ritual de separação dos mundos, se descobriu uma traição por parte de uma das guerreiras, o que resultou numa ainda presente coexistência de comunicação entre os dois mundos. Como as guerreiras falharam, activaram o ritual da reincarnação, que lhes possibilitou anos mais tarde reencarnar noutros corpos. E assim começa a história presente…
Temos duas jovens que um dia descobrem que são mais que meras adolescentes com problemas típicos da idade. Noemi é a reincarnação da bela Guerreira da Omnisciência, que se transforma num Anjo. Lorelei é a Guerreira da Vida que se transforma em Sereia. Ambas passam por uma experiência traumática para que se possam transformar, para Noemi pelo belo Sebastian, para Lorelei pela Cornélia.
Quando ainda estão a incorporar nas suas mentes todas as suas transformações a informação flui como uma corrente furiosa: é um novo mundo, magia que é real, passagens deslumbrantes, cidades estranhas, habitantes diferentes…tudo parece um filme de Hollywood para as personagens!
Com um poder vem sempre responsabilidades! E os seus poderes vão ser postos à prova pela Sociedade
Índigo (sociedade que quer manter os dois mundos conectados, constituída por Orbianos e Humanos) que quer destruir as Guerreiras da Deusa, que contam com o
apoio da Sociedade Escarlate (que se opõe à sociedade Índigo). 
As duas guerreiras Noemi e Lorelei descobrem a Guerreira da Criação, Lily Violet e com a sua ajuda conseguem formar uma unidade mais forte…mas 3 Guerreiras ainda estão por descobrir.
O que dizer das personagens? Bem acho que até ao momento gosto mais de Noemi, pois penso que é a que nos transmite melhor o que a personagem que acaba de ver a sua vida transformada pensa, principalmente quando faz referência se as suas atitudes/pensamentos serão influência da alma da guerreira ancestral que vive nela (um corpo/duas almas). Penso que as outras têm atitudes muito infantis e que Lily Violet é daquelas pessoas de quem todos se afastam e pelos vistos parece não se importar.
Sebastian ainda não marcou a sua presença num plano profundo na história, mas tenho esperança num desenvolvimento mais presente desta personagem. Imagino as restantes Guerreiras como o equilíbrio que falta: mais maturidade.
Da escrita de Fábio Ventura devo dizer que gosto dos elementos descritivos na sua escrita, principalmente dos ambientes orbianos nos quais as personagens se deslocam (a cidade de Seabeau, a floresta das flores, o campo de triganjas…), são bastante visuais é como se eu estivesse em Orbias!
O livro tem uma base fantástica que poderá proporcionar um bom desenvolvimento à narrativa, pois a primeira parte é uma introdução que apresenta-nos as personagens e a história dos dois mundos. Aguardo a continuação!

ana c .nunes:
Gostei do princípio e até da Noemi, que é uma personagem forte e com "vida".
Os eventos sucederam-se num compasso certo, mas, ao princípio, as lutas pareceram estáticas e sem algo que as tornasse interessantes. A Lorelei foi uma personagem que me irritou bastante desde a primeira vez que apareceu, mas isso também é bom, porque significa que não lhe fiquei indiferente. Quando finalmente vieram as explicações, eu achei que até estavam bem compostas, mas as meninas aceitaram aquilo com demasiada facilidade. Achei que deviam ter mais conflitos internos e externos, com as pessoas que lhes deram as notícias.
Depois vieram os combates a sério e foi aí que comecei a não gostar muito porque os diálogos eram extremamente forçados e faziam-me lembrar a "Sailor Moon", o que até poderia não ser mau, mas numa história que se leva tão a sério, não ficou muito bem.
Uma outra coisa que também me deixou um pouco céptica, foj o facto de os humanos serem retratados como os "maus" da fita, enquanto os orbianos eram "da paz". Não gosto desse tipo de divisão que parece pouco verosímil.
Não obstante tudo isto, as personagens conseguiram ser interessantes e muito distintas, o que mostra que o autor tem um talento para isto e acho que é este o ponto forte do livro.
Eu já me adiantei muito na leitura e estou quase a chegar ao fim, mas vou dando a minha opinião por partes, como era suposto. O livro é difícil de largar, embora não seja nenhuma pérola da literatura, é suficientemente interessantes para manter o leitor interessado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais uma prenda de Natal antecipada do blog «Sombra dos Livros»


O blog «Favourite Readings» retribui o carinho e agradece à Alice do blog «Sombra dos Livros» pelos votos de Feliz Natal!
Que 2010 esteja recheado de boas e estimulantes leituras.
Mil e um beijinhos natalícios.

Não há regras: levem este lindo selo e espalhem o espírito de Natal pelos vossos blogues.

Mimo natalício do blog «Gosto de ti livro»


Obrigada Lia do (excelente, imperdível e altamente recomendável) blog «Gosto de ti livro». Não há nada melhor do que estes mimos para nos aquecer nestes dias tão frios de Inverno (hoje já vi 5º !!! Era suposto vivermos em clima temperado ;)

Mil beijinhos de Feliz Natal. A todos os seguidores deste blog: levem este lindo selo e distribuam por todos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sketchbook Calvin & Hobbes

Vários artistas de banda desenhada criaram a sua própria versão do irrequieto e imaginativo Calvin e de Hobbes, o tigre mais famoso de todos os tempos.
Aqui ficam algumas das ilustrações. As restantes podem ser vistas aqui.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ler no Alfa Pendular

Mias um incentivo à leitura através de uma parceria entre a CP Comboios de Portugal) e a Wook, que arranca hoje. Quem viajar de comboio pode ler (gratuitamente) excertos de obras literárias recentes nas suas viagens. Estes são os títulos em destaque:
  • «O Simbolo Perdido», de Dan Brown (Bertrand Editora)
  • «A Estirpe», de Guillermo del Toro e Chuck Hogan (Editora Objectiva)
  • «Fúria Divina», de José Rodrigues dos Santos (Gradiva Publicações)
  • «A Melodia do Adeus», de Nicholas Sparks (Editorial Presença)
  • «A Sombra do que Fomos», de Luis Sepúlveda (Porto Editora)
Ler mais aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Espólios de Fernando Pessoa e Camilo Pessanha on-line no sítio da Biblioteca Nacional




Vale a pena espreitar o sítio WEB onde é disponibilizado o Espólio de Fernando Pessoa, um trabalho de digitalização que tem vindo a ser desenvolvido pela Biblioteca Nacional Digital.

Aqui ficam algumas das imagens dos manuscritos que são disponibilizadas.





A não perder também o sítio WEB onde está a alojado o Espólio de Camilo Pessanha, onde podem ser consultadas digitalizações de manuscritos e cartas do autor, mas também indíces de títulos e onomásticos e inconografia diversa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Centenário da Universidade de Lisboa



Em 2011 celebra-se o centenário da Universidade de Lisboa. As comemorações ainda não arrancaram a 100%, mas já está disponível a página de Internet onde vão ser divulgadas informações acerca das actividades do Centenário e outros conteúdos de interesse público.


Para já, foi disponibilizada a «Mensagem do Reitor», uma cronologia gráfica da UL, uma galeria de imagens do Instituto Bacteriológico, informações sobre a enciclopédia electrónica e sobre uma bibliografia histórica da universidade. É um projecto que vale a pena acompanhar com atenção! Para visitar aqui.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Uma imagem vale por mil palavras V


Feliz Natal!

Biografia dos Xutos & Pontapés apresentada dia 9 de Dezembro

«30 Anos – A Maior Banda do Rock Português», uma biografia dos Xutos & Pontapés escrita por António Murteira da Silva e Rui Costa e editada pela Bertrand (hoje nas livrarias), será apresentada por ToZé Brito no dia 9 de Dezembro na FNAC Colombo, pelas 18h30. Ler mais aqui



Mimos, mimos e mais mimos!

 
Este selo absolutamente fantástico foi uma prenda de Natal antecipada da Tinkerbell, do blog My Imaginarium.  

Regras:  

1) Enumerar 5 livros que gostaria de receber no natal!
  • A Prenda (Cecilia Ahern)
  • O Fim do Alfabeto (CS Richardson)
  • Errar é Divino (Marie Phillips)
  • A Nona Vida de Louis Drax (Liz Jensen)
  • Os Homens que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson)
2) Oferecer o selo no mínimo a três blogs:
Nota: obrigada também à Lelany, do blog Chá da Meia-Noite. Beijo ENORME.



     

    Este selo «super fofo» foi oferecido pela Jojo do blog Os Devaneios da Jojo. 

    Regras:    

    1. Oferecer o selo a 10 blogs.
    É Natal, por isso ofereço-o a todos os seguidores (que dão vida a este blog!)
     
    2. Dizer o que achou do selo:
    é uma ternura! Mais uma vez, obrigada :)


    4. A pessoa que receber o selo deve deixar um recado no blog de quem a indicou.

    Feito! Estes mimos agradecem-se sempre. Não é preciso uma regra ;)

    Nota: obrigada também à Diana Barbosa, do blog Refúgio dos Livros. Beijo ENORME.

    quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

    A Internet e os direitos de autor...

    Parece que durante um período de um mês foram reproduzidos ilegalmente artigos de imprensa em 75 mil locais na Internet.
    O estudo foi feito pelo "Fair Syndication Consortium", entre 15 de Outubro e 15 de Novembro. As conclusões são alarmantes: 75.195 sítios na Internet reproduziram, sem autorização, pelo menos um artigo de jornal (excertos ou texto integral). Efectivamente, foram detectadas 112 mil reproduções exactas.

    Tem sido hábito publicar neste blog algumas notícias alusivas ao que há de novo na área da literatura. No entanto, sempre que possível, tenta-se «dar a volta ao texto». Quando tal não acontece, mesmo que se tenham publicado excertos de comunicados emitidos por agências noticiosas, é sempre colocada uma referência no final de cada post, para que o leitor possa ir conferir à fonte original.

    A Internet permite um acesso (quase) ilimitado a fontes de informação. No entanto, quem utiliza informação alheia deve sempre fazer a referência específica. Já basta a quantidade de vezes ao longo de uma vida que vamos atropelando os direitos de autor, mesmo que inconscientemente. Ler mais aqui

    quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

    «Papel a Mais» em Setúbal no dia 6 de Dezembro

    A Livraria Culsete, em Setúbal, vai receber a apresentação de «Papel a Mais» (Esfera do Caos), de Resendes Ventura, alter-ego do livreiro Manuel Medeiros. Será no próximo dia 6 de Dezembro, entre às 16 e às 19h00. Durante a apresentação será possível ler excertos do livro em causa mas também de outros autores; «se preferir trazer um instrumento e tocar qualquer coisa sinta-se à vontade para o fazer. Venha ajudar-nos a construir a book party».
    «Ensaio, porque o livreiro Manuel Medeiros decidiu dizer o que pensa acerca da situação actual do mercado do livro, sem deixar de falar das políticas de incentivo à leitura e dos diversos agentes que fazem desta actividade um negócio e ou uma paixão. A sua experiência de largas dezenas de anos - convivendo com autores, editores e distribuidores - é assim posta ao serviço de uma reflexão que ao correr da pena vai descobrindo feridas e apontando caminhos»

    «Poemas Portugueses» apresentado no dia 15 de Dezembro


    «Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI», coordenado por Jorge Reis-Sá e Rui Lage e editado pela Porto Editora, será apresentado no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19:00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa. Vasco Graça Moura, que assina o prefácio da obra, também apresenta o livro. Ler mais aqui

    «A Guerra e a Paz» de José Augusto França

    «A Guerra e a Paz» é o novo romance histórico do historiador José Augusto França. A apresentação, a cargo de Hélder Macedo, está agendada para o dia 9 de Dezembro na Biblioteca do Grémio Literário, em Lisboa, pelas 19h00.

    «Depois de «Ricardo Coração de Leão» e de «João sem Terra», que são «Duas Vidas Portuguesas» (2007 e 2008), José Augusto França apresenta um romance histórico que o não é, em tão explorado género literário, mas sim na realidade um romance dos tempos que atravessa – os anos 40 portugueses e franceses da ocupação alemã, os anos 60 lisboetas das revoltas estudantis e 70, da revolução. Trazido aos anos 90 vividos numa velha casa do Anjou, «A Guerra e a Paz» é um romance de memórias e dúvidas, amores e desamores do nosso tempo. Como outrora se dizia, trata-se de «destinos individuais inscritos no contexto histórico». O título vem, como se sabe, de Tolstói, e é reutilizado cento e trinta anos mais tarde. Não disse recentemente Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura em 2007, a propósito do romance contemporâneo, que ele ´tem uma vida após Tolstói´? E ele próprio, Tolstói, não escreveu que ´a guerra é de todos e a paz de cada qual?´». In Diário Digital

    Sobre o autor
    Ficcionista, ensaísta e crítico de arte, nascido em 1922, em Tomar, diplomado pela École d'Hautes Études de Paris e doutorado pela Sorbonne, é membro de academias de artes e cultura em Portugal e em França. Dedicando-se especialmente à investigação e ao ensaísmo, dirigiu o Departamento de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa.
    Foi presidente do ex-Instituto de Cultura e Língua Portuguesa e da Academia de Belas-Artes e director do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris.
    Enquanto teórico e divulgador, pertenceu ao Grupo Surrealista de Lisboa, de que fizeram parte, entre outros, Mário Cesariny de Vasconcelos e Alexandre O'Neill. Colaborou, com artigos de crítica de arte e cinema, em inúmeras revistas e jornais literários portugueses e estrangeiros, destacando-se, no último caso: Art d'Aujourd'hui e Cahiers du Cinema e foi director de Unicórnio e co-director de Cadernos do Meio-Dia.
    Destacam-se na sua obra: Natureza Morta, Despedida Breve (ficção); Azazel (teatro); e no ensaio: Charles Chaplin, o "Self Made Myth", Almada Negreiros, o Mestre sem Obra, O Romantismo em Portugal e O Modernismo na Arte Portuguesa.

    Primeiro filme da série literária "Uma Aventura" estreia esta quinta-feira

    O filme "Uma aventura na casa assombrada", primeira adaptação cinematográfica da série literária juvenil de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, estreia amanhã em 50 salas e tem a assinatura de Carlos Coelho da Silva.

    O realizador já tinha rodado a adaptação televisiva da série para a SIC e assina agora o filme que dá corpo no grande ecrã às personagens de uma das mais famosas séries literárias portuguesas para a infância e juventude.

    A história escolhida foi "Uma aventura na casa assombrada", publicada em 1997, e que inclui todos os ingredientes para um filme de acção e mistério, com fantasmas e vilões. In RTP Notícias

    terça-feira, 1 de dezembro de 2009

    O Leitor


    Autor: Bernhard Schlink
    Título original: Der Vorleser
    Editora: Edições Asa
    Páginas: 144
    ISBN: 9789724120096
    Tradução: Fátima Freire de Andrade 


    Sinopse: Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
    Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.

    Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra está a ser adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt.

    Opinião: Pertenço a uma geração que só conheceu os maiores flagelos do século XX através dos livros. Primeiro na escola e depois na faculdade, a folhear as páginas onde se escreveu e se continua a escrever a nossa história. É por essa razão que me identifiquei com "O Leitor" e com a perspectiva de «embotamento» que ali é veiculada, pois também o meu olhar, por vezes, quando se trata dos «horrores» do passado, também é mais distante e vazio do que humano e chocado

    Na minha opinião, a questão do «embotamento» é central em toda a obra, embora também concorde que a história gira em torno da «vergonha» e da «culpa». Este tipo de comportamento que leva o individuo a não ser capaz de expressar as suas emoções ou sentimentos (ou, no limite, não ser capaz de se emocionar ou sentir) está presente tanto na nas sequelas que relação entre Michael e Hanna deixou no primeiro, mas também na própria sociedade alemã, especialmente entre as gerações que tiveram muitas dificuldades em lidar com o passado recente e com o próprio Holocausto. É esta dualidade que confere um carácter exemplar a esta obra que, em poucas páginas e com uma simplicidade angustiante, disserta acerca da própria natureza humana. 

    A tradução do título para português não reflecte a amplitude do termo original «Der Vorleser", que significa "aquele que lê alto para outro". Esta outra dimensão do livro também é extremamente interessante. A importância que tem nas nossas vidas a escrita e a leitura ultrapassa-nos e exercemos diariamente esses actos inconscientemente. É portanto também muito sugestivo o facto de sermos confrontados com o vazio que o analfabetismo provoca naqueles que não desenvolveram essas capacidades e que só se podem socorrer da palavra alheia enquanto elo de ligação a esse mundo intelectualizado.
    Classificação: Bom (7/10)

    segunda-feira, 30 de novembro de 2009

    Entrevista a Haruki Murakami (Jornal I)


    O escritor japonês «do momento» deu uma entrevista à editora portuguesa que o divulga entre nós, a Casa das Letras. Para ler no Jornal I.

    «Haruki Murakami gosta de escrever e gosta de correr - o seu novo livro, "Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo", publicado este mês em Portugal, é prova disso mesmo. Apesar de não cultivar o isolamento de outros autores, também gosta de se fechar em casa a ler livros e a ver episódios da série "Perdidos" (gravados precisamente na ilha de Kauai onde escolheu viver partes do ano). O que não gosta é de responder a perguntas: "O autor deve ser a última pessoa a falar sobre a sua obra", justifica. Arrancar-lhe uma entrevista é, portanto, uma raridade: "Haruki está concentrado a escrever o novo romance e não tem aceitado dar entrevistas. Mas como este é um pedido especial, ele quis colaborar", explicou por email Yuki Katsura, a assistente, avisando ainda que Murakami não teria tempo para respostas longas. Em relação ao novo romance, "1Q84", que acabou de ser publicado no Japão, Murakami disse à sua tradutora (aqui na pele de entrevistadora) que quer vê-lo em português: "E espero que seja aceite calorosamente (com fervor, de preferência). Espero ainda visitar o vosso país numa próxima ocasião".»

    José Emilio Pacheco ganha Prémio Cervantes



    O poeta e ensaísta mexicano José Emilio Pacheco foi hoje galardoado com o Prémio Cervantes, o mais importante das letras hispânicas, criado em 1975 com o objectivo de distinguir um escritor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para enriquecer o legado literário hispânico. O valor do prémio ronda os 125 mil euros.
    A decisão do júri foi anunciada pela ministra da Cultura espanhola, Ángeles González-Sinde, em conferência de imprensa. Ler mais aqui e aqui.

    José Emilio Pacheco nasceu na cidade do México, em 1939. Figura central da vida literária e cultural do seu país, abraçou, além da prosa, outros ramos da escrita, como a poesia, o ensaio e a tradução, tendo igualmente trabalhado como editor de colecções bibliográficas, diversas publicações e suplementos literários.
    Recebeu ao longo da sua carreira alguns dos mais prestigiados prémios literários, de que se destacam, entre outros, o Prémio Nacional de Linguística e Literatura, o Prémio Ibero-americano Pablo Neruda, o Prémio Internacional de Poesia e Ensaio Octavio Paz, o Prémio Xavier Villaurrutia e o Prémio Internacional Federico García Lorca.


    Está traduzida para português a obra "As Batalhas no Deserto", publicada pela Oficina do Livro.
    Sinpose: Uma história de amor impossível que vendeu mais de meio milhão de exemplares só no México. Esta é a história de amor impossível, narrada numa obra que ainda guarda espaço para abordar temas como a corrupção social e política, a modernização do México ou o desaparecimento do país tradicional.
    Ao mesmo tempo que vai resgatando memórias de uma cidade que ama intensamente - mas que aqui recria sem nostalgia e denuncia de uma forma implacável -, através do amor de Carlitos, o autor aprofunda a cumplicidade com os leitores, numa linguagem simples, depurada, comovente e aberta a várias leituras e interpretações. Traduzida em inúmeras línguas, só no México As batalhas no Deserto vendeu mais de meio milhão de exemplares.

    Últimas aquisições

    Não tenho por hábito comprar livros tão perto do Natal, mas quando vou a uma feira do livro  (mais especificamente a que está a decorrer até dia 8 de Dezembro na Gare do Oriente) acabo (quase) sempre por não resistir à tentação. Além disso, com a leitura conjunta quase a começar precisava mesmo de comprar o livro!

    "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho", de Lewis Carroll. 

    Sinopse: É um dos mais extraordinários contos de fadas de sempre, onde a imaginação reina como senhora absoluta, o absurdo e o nonsense delirante dominam e onde tudo é possível. O Coelho Branco, o Gato de Cheshire, a Lebre de Março, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas…e, claro, Alice…Quem não se lembra das personagens que Lewis Carroll imortalizou e que fazem parte do imaginário de várias gerações?
    Esta edição contém ainda as ilustrações de John Tenniel que acompanharam as primeiras edições de ambos os livros. Alguém leu? Opiniões são muito bem-vindas!

    "Orbias - As Guerreira da Deusa, de Fábio Ventura"

    Sinopse: Quem disse que as raparigas não conseguiam ser sensuais e fortes ao mesmo tempo?
    Noemi é fã de cinema e séries de acção e aventura. Mas nunca imaginou que ela própria faria o papel de uma dessas personagens que de um momento para o outro vêem a sua vida normal dá uma volta de 180 graus. De uma forma pouco ortodoxa, descobre que é um Anjo, uma Guerreira ancestral renascida e que, numa dimensão paralela à da Terra, existe um mundo mágico regido por uma Deusa – Orbias.
    Mas Noemi não terá apenas de lidar com os seus novos poderes e responsabilidades. Terá também de se confrontar com os perigos e emoções aos quais não estava habituada, especialmente um sentimento em relação a Sebastian, um orbiano sedutor… Conseguirá ela superar a sua fragilidade e conflitos interiores para salvar os dois mundos da destruição?
    Orbias é uma aventura fantástica repleta de acção, sensualidade, personagens e cenários surreais, humor e magia. Uma obra essencial para quem gosta de uma história cheia de surpresas e fantasia moderna.

    domingo, 29 de novembro de 2009

    (Off topic) Disney cria a primeira princesa negra


    Os desenhos animados mais universais de sempre acompanham os novos tempos. Um ano depois de ter sido eleito o primeiro presidente afro-americano nos EUA, chega a primeira princesa negra à Disney.

    A Tiana é uma jovem princesa de origem africana que tem o sonho de abrir um restaurante em New Orleans, a capital do Jazz. Trata-se da primeira princesa negra criada pela Disney e surge no novo filme de animação “The Princess and the Frog” (A Princesa e o Sapo), que se estreia este mês.

    Depois de Ariel, Jasmine ou Cinderella, eis que surge Tiana. Desenhada à mão pelos criativos da Disney, esta nova princesa já causou alguma polémica nos EUA. Em Abril deste ano, o filme foi acusado de ser preconceituoso porque a protagonista começou por se chamar Maddy, nome parecido com Mammy, com que os americanos se dirigiam às escravas. A Disney também foi acusada de se ter aproveitado da obamania, apesar de o projecto ter sido iniciado muito antes da eleição de Barack Obama.
    A famosa apresentadora Oprah Winfrey dá voz a uma das personagens secundárias do filme, mas Tiana é interpretada por Anika Noni Rose. Já o príncipe por quem Tiana se apaixona é interpretado pelo brasileiro Bruno Campos. Ler mais aqui / Ver vídeo aqui

    Secretárias revelam os segredos em «Estou pelos Cabelos!»

    No mínimo é um livro interessante para todos aqueles (especialmente aquelas) que são «secretárias» de profissão. Ainda assim, parece ser divertido e uma boa oportunidade para se conhecer os bastidores do mundo empresarial. Fica a sugestão.

    «Estou pelos Cabelos!», de Katharina Münk - Editora Gestão Plus
    «É verdade, chegou a hora de todas as revelações!
    Nos últimos tempos, têm-se tornado bem conhecidos os excessos financeiros de alguns directores de empresa; mas ninguém conhece tão bem as suas histórias quanto as mulheres que reservam os seus hotéis e viagens, que justificam os seus atrasos, que inventam desculpas para as suas faltas, que compram presentes de anos para os seus colegas e para a sua família, que lhes vão buscar o cafezinho, que lhes lembram das obrigações, que lhes organizam as vidas… as suas incansáveis secretárias!
    Hoje em dia, ser secretária tem pouco a ver com aquela figura de glamour e alguma inércia do passado; as assistentes de direcção de hoje são verdadeiros Blackberrys vivos, uma espécie de IPhone que nunca se desliga, especialistas em flexibilidade e polivalência, com um toque de criatividade à mistura.
    Neste livro, best-seller em toda a Europa, Katharina Münk reúne algumas das histórias mais reveladoras, cómicas – e surpreendentes – do que fazem os directores… e o que fazem as suas fiéis secretárias para corrigir os seus erros! Um livro absolutamente imperdível para todos os habitantes de um escritório.
    Ela é a mulher que sabe como funciona uma direcção. É ela que convive, entre dez a doze horas por dia, com as exigências, os caprichos, as manias e os humores dos directores de empresas. Mantêm sempre a cabeça fresca, mesmo nas crises mais dramáticas, e conhecem todos os pormenores das suas vidas.
    São as mulheres por trás do homem. São a chefia por trás dos chefes. A maioria é muitíssimo discreta, e só aos colegas mais próximos é que confidencia os pequenos defeitos do seu superior. Mas Katharina Münk decidiu romper o véu do silêncio e revelar tudo aquilo que testemunhou, directa e indirectamente, ao longo da sua extensa carreira como assistente de direcção. Nunca mais vai olhar para um director com os mesmos olhos…»


    sexta-feira, 27 de novembro de 2009

    Protocolo possibilita distribuição de milhares de livros nas comunidades portuguesas

    Mais boas notícias no que diz respeito à difusão da cultura portuguesa além fronteiras.

    Milhares de livros serão distribuídos nas comunidades portuguesas no âmbito de um acordo assinado hoje entre a Secretaria de Estado das Comunidades e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, informou o gabinete do secretário de Estado.

    No total serão distribuídas 400 mil obras de Literatura, História, Poesia, Teatro, Espistolografia, Filosofia, Ensaio e Critica, entre outros, às associações portuguesas no estrangeiro, nomeadamente gabinetes de leitura, leitorados e escolas portuguesas. Ler na RTP Notícias

    O primeiro balanço da Bubok em Portugal





    A Bubok é um projecto originalmente espanhol, que saiu da imaginação de Ángel María Herrera Burguillo. É um serviço de auto-publicação online que dá aos autores a  possibilidade de serem os seus próprios editores. Tudo é passível de ser publicado: poemas, romances, relatórios, ensaios, teses de doutoramento, receitas, manuais, memórias, guias, fotografias, ilustração, banda desenhada, etc. 

    Os livros ficam à venda em https://bubok.pt. e  o autor arrecada 80% dos lucros.

    Em Portugal já se publicaram cerca de 450 títulos em formato electrónico ou no sistema print-on-demand, desde finais de Junho.


    A estante virtual tem actualmente em destaque a obra "Correr por Prazer - Já correu hoje?", escrito pelo maratonista Vítor Dias, pela enfermeira especialista em reabilitação Ana Maria de Freitas e pela nutricionista Filipa Vicente.

    O que diz Alexandre Lemos, o country manager da Bubok para o território nacional:

    "Desde finais de Agosto, inícios de Setembro, rondamos a média dos três novos livros publicados por dia, o que é, de certeza, um recorde nacional de publicação mas também um número bastante aceitável num contexto de autopublicação".

    "Quanto aos downloads, temos tido um maior número nas publicações gratuitas. Essa ainda é a grande função do livro electrónico, não podemos ignorar. O número de pessoas a pagar pelo download é menos significativo".
    Ler mais aqui e aqui.

    quinta-feira, 26 de novembro de 2009

    "The Carrie Diaries" é a nova aposta da autora de "O Sexo e a Cidade"

     

    Alguma vez imaginou como é que a Carrie Bradshaw era na adolescência? Remontar a uma época onde ainda não existem os famosos Manolos é o que propõe Candace Bushnell, num livro que será lançado a 27 de Abril de 2010, nos Estados Unidos, um mês antes da estreia da sequela do filme "O Sexo e a Cidade".

    O livro promete desvendar como é que Carrie desenvolveu o seu «fashion sense» e como é que foi o seu primeiro amor.

    Já existem apelos para transformar a vida desta Carrie teenager numa série de televisão. É esperar para ver, como se costuma dizer. Ler mais

    Murakami inspirou-se em George Orwell para escrever «1Q84»


    O escritor sensação do momento, Haruki Murakami, inspirou-se na obra de George Orwell no seu último romance, «1Q84» - em japonês, o número «9» é pronunciado como a letra inglesa «Q».
    O livro tem dois volumes (ao todo são 1055 páginas) e conta uma história passada em Tóquio, no ano de 1Q84. No Japão, onde foi publicado em Maio, já é (mais) um sério caso de sucesso.





    Numa entrevista recente, Murakami falou sobre a diferença entre o seu romance e o de Orwell.
    «1984 era um romance sobre o futuro próximo. Eu quis escrever alguma coisa oposta a isso, um romance sobre o passado recente que mostrasse como as coisas poderiam ter sido», explica Murakami.
    «Isso é algo que poucas pessoas fizeram. Eu tinha essa sensação de que queria recriar o passado, em vez de reproduzi-lo. Questiono-me sempre sobre se o mundo em que estou é o real. Em algum lugar em mim, acho que há um mundo que pode ser diferente deste».
    Ao ser questionado sobre se tinha sonhos tão complexos quanto os que descrevia nas suas histórias, Murakami diz que raramente sonha. Ler mais

    Fotobiografia de Camilo Castelo Branco hoje lançada em Famalicão


    Desconfio que quero... e muito!  

    Agora já é possível viajar através dos locais por onde passou Camilo Castelo Branco, ver os seus amigos ou ler os recados que deixou, graças a uma fotobiografia, elaborada por Viale Moutinho, hoje lançada em Seide, Famalicão. Ler mais

    São cerca de 600 as imagens que compõem a obra “Memórias Fotobiográficas de Camilo Castelo Branco (1825-1890)", o novo livro de José Viale Moutinho, que vai ser apresentado, pela primeira vez, na quinta-feira, dia 26 de Novembro, pelas 18h00, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. Entre fotografias, retratos, desenhos e documentos que testemunham a vida do grande romancista Camilo Castelo Branco, o autor traça o percurso de uma vida “extraordinariamente infeliz, que não podia acabar como a da maioria dos desgraçados”, como indicam as palavras do próprio Camilo na abertura da obra.

    Publicado pela Editorial Caminho, com uma tiragem de quatro mil exemplares, o livro é composto por mais de 400 páginas, incluindo algumas fotografias raras, como é o caso da foto tirada a 2 de Junho de 1890, dia seguinte ao suicídio de Camilo, que mostra o grande amigo do escritor Freitas Fortuna junto ao seu caixão na casa de S. Miguel de Seide. Referência também para alguns desenhos da autoria de prestigiados criadores como Júlio Pomar ou o Mestre José Rodrigues. A obra inclui ainda uma cópia do relatório de investigação judicial sobre o suicídio de Camilo.
    Acima de tudo, esta obra é a homenagem a um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, autor de romances intemporais como “Amor de Perdição” ou “A Queda de um Anjo”. CM Familicão

    BN compra espólio de Luiz Pacheco

    O direito de preferência e 12 mil euros foi quanto bastou para que a Biblioteca Nacional adquirisse, à leiloeira Otim Cum Dignitate, mais de cem documentos do escritor Luiz Pacheco, que incluem cartas, entrevistas e críticas literárias. 

    Links com interesse:

    Luiz Pacheco (1925-2008) nasceu em Lisboa. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa que não concluiu, sendo admitido em 1946 como agente fiscal da Inspecção de Espectáculos e vindo a tornar-se terceiro oficial dessa instituição. Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, de que se destacam O Globo, Bloco, Afinidades, O Volante, Diário Ilustrado, Diário Popular e Seara Nova. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como Raul Leal, Mário Cesariny, Natália Correia, António Maria Lisboa, Herberto Hélder, Vergílio Ferreira, etc. Dedicou-se à crítica literária e cultural, ganhando fama como crítico irreverente. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime do Estado Novo.

    Obras: Carta-Sincera a José Gomes Ferreira (1958); O Teodolito (1962); Comunidade (1964); Crítica de Circunstância (1966); Textos Locais (1967); O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (1970); Exercícios de Estilo (1971); Literatura Comestível (1972); Pacheco versus Cesariny (1974); Textos de Circunstância e Textos Malditos (1977); Textos de Guerrilha 1 (1979); Textos de Guerrilha 2 (1981); Textos do Barro (1984); O Caso das Criancinhas Desaparecidas (1986); Textos Sadinos (1991); Memorando, Mirabolando (1995). Prefaciou a Filosofia de Alcova de Sade (1969). Projecto Vercial

    terça-feira, 24 de novembro de 2009

    "Eu amo você" de Nilton chega às livrarias na próxima semana


    Chega às livrarias mais um livro «bem disposto», que vai ser apresentado pelo próprio autor, Nilton, no dia 29, às 21h30, no Maxime. O lançamento está inserido num  espectáculo de stand-up comedy.

    Sinopse
    "Eu Amo Você" é uma obra de humor que disserta sobre todos em geral e os portugueses em particular. Pequenos pensamentos ou grandes ideias sobre o nosso dia-a-dia. Duzentas páginas de dúvidas de um autor que vive fascinado com a essência do ser português.
    Porque é que antigamente uma criança que não parasse quieta era mal-educada e hoje é hiperactiva? Não precisa responder já, mas tenha também presente que não será aqui que vai encontrar a resposta. Este livro não irá melhorar em nada a sua vida, quando muito fará com que tenha ainda mais dúvidas sobre o mundo e essa raça que o habita, nós. Já agora, a crise manda-lhe um abraço e avisa que vai chover amanhã.

    Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo

    Autor: Haruki Murakami
    Título original: HASRIHU KOTO NI TSUITE KATARU TOKI NI BOKU NO KATARU KOTO
    Editora: Casa das Letras
    Páginas: 186
    ISBN: 9789724619231
    Tradução: Maria João Lourenço

    Sinopse: Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
    Diário, ensaio autobiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem. 

    Opinião: Nunca tinha lido nada de Haruki Murakami e não sei se esta espécie de autobiografia foi a escolha mais acertada. Isso só saberei quando me aventurar num dos romances que tenho em standby na minha estante ("Sputnik, Meu Amor" e "Os Passageiros da Noite"). Decidi, pois, fazer o percurso inverso: conhecer primeiro o autor e depois a sua obra. Mesmo que não me venha a apaixonar pelos romances de Murakami, como tem acontecido com tantos leitores, já me dou por satisfeita por ter tido a oportunidade (e o privilégio) de conhecer um homem excepcional. Só por isso, valeu a pena.

    Levo uma vida sedentária e já há alguns anos que não pratico desporto. No entanto, a corrida (e muito menos a de fundo) nunca me agradou, isto é, detesto correr, por muitas razões que não cabem aqui. Assim, parti para a leitura deste livro com alguns receios e esperei não me identificar de todo com o que ia encontrar pela frente. Mas não deixei que este «bloqueio» pessoal relativamente ao atletismo me impedisse de apreciar o que ia lendo.
    É óbvio que subjacente a toda a narrativa está a corrida de fundo, mas este não é um manual para os corredores ou um tratado sobre a corrida. Murakami recorre ao acto de correr, que faz parte da sua vida há mais de 20 anos, para se definir enquanto homem e escritor. E isso faz toda a diferença. Este é um livro especialmente interessante para todos os leitores em geral, porque permite que se vislumbrem algumas das etapas do processo criativo que está por detrás da escrita. No 2º capítulo ("Como tornar-se um romancista com vocação para corredor de fundo"), Murakami explica como se tornou escritor, afirmando mesmo lembrar-se com precisão da data e da hora em que tomou essa decisão. São-nos dados a conhecer alguns pormenores do seu início de carreia, como se estivéssemos a ler uma espécie de «making of».

    O livro faz todo o sentido porque para Murakami a corrida e a escrita são processos que se complementam, ficando a sensação de que o segundo não existiria sem o primeiro. Como um verdadeiro estilo de vida (já que o autor explica que não se identifica com a vida boémia e - por vezes - decadente de alguns escritores, que nesse modus vivendi procuram a sua inspiração), a corrida permitiu-lhe adquirir concentração, força de vontade, obstinação e método, elementos que considera fundamentais na escrita de um romance. Como para Murakami a escrita é um processo simultaneamente intelectual e físico, o exercício é-lhe essencial. Faz parte da sua vida e é quase tão importante como o próprio facto de estar vivo.

    Este "Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo" dá a conhecer um homem profundamente honesto e sincero (por vezes até brutalmente sincero), que vive consoante objectivos previamente delineados e muito bem definidos. 
    Ao contrário do que se possa imaginar (e mesmo tendo participado em inúmeras maratonas e triatlos), Murakami não é competitivo. Não lhe interessa a vitória ou ganhar aos outros. Só se quer superar a si próprio. Tendo-se esforçado até aos limites das suas forças e capacidades dá-se por satisfeito com o resultado final. Não poderia ser de outra maneira, pois um progressivo aperfeiçoamento, na corrida de fundo ou na escrita, não se coadunam com o processo irreversível que é o envelhecimento, com o qual, aliás, está pacificado.

    Murakami quer continuar a correr até ser capaz - uma vontade que se estenderá, por analogia, ao domínio da escrita. Quer ser recordado como um escritor e corredor de fundo que nunca caminhou a passo. O resto, pouco lhe interessa, pois como acaba por confessar, sempre foi um solitário que se adaptou às circunstâncias de uma vida em sociedade.

    Não posso deixar de referir que a tradução do livro é absolutamente notável, o que faz mais ainda mais recomendável esta edição. Foi, sem dúvida, das maiores surpresas literárias deste ano.
    Classificação: Excelente (9/10)