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domingo, 13 de dezembro de 2009

Sketchbook Calvin & Hobbes

Vários artistas de banda desenhada criaram a sua própria versão do irrequieto e imaginativo Calvin e de Hobbes, o tigre mais famoso de todos os tempos.
Aqui ficam algumas das ilustrações. As restantes podem ser vistas aqui.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os bonecos de Pedro Couceiro


Numa entrevista ao Expresso, Pedro Couceiro, piloto de automóveis, conta como é que se lançou na aventura de escrever um livro de Banda Desenhada (em jeito de comemoração dos seus 20 anos de carreira).
Revela que sempre viveu rodeado de literatura e que há cerca de dois anos se apercebeu de que lhe faltava o livro para completar a trilogia "plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro". 

A história é sua, mas os desenhos são da autoria de Rui Ricardo e Hugo Jesus. Ficamos sem saber se Pedro Couceiro tem jeito ou não para o desenho, mas uma coisa é certa: revela ser um homem que dá muito mais importância à arte e à cultura do que aquilo que se poderia imaginar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tudo o que sempre quis saber sobre a Marvel mas tem medo de perguntar!



A propósito dos 70 anos da Marvel, a «casa» do Super-Homem, do Batman, do X-Man, do Iron Man, do Hulk e da Mulher-Maravilha, entre outros, o jornal Times publicou uma lista que enumera 70 factos sobre esta editora norte-americana.
Para os fans é uma oportunidade de ficar a conhecer um bocadinho melhor o mundo destes super-heróis que têem atravessado várias gerações.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Clássicos da Literatura em BD

O norte-americano Thomas Wengelewski conseguiu a proeza de reduzir a Bíblia a uma tira de banda-desenhada. "Foi a primeira história que fiz", contou o escritor de 39 anos ao i. "Se consegui resumir A Bíblia, posso fazer o mesmo com qualquer livro", pensou na altura. E assim se seguiram 89 clássicos com centenas de páginas, como "Cem Anos de Solidão" ou obras em vários volumes, como "O Senhor dos Anéis", todos descritos com humor e sobretudo muita rapidez em "90 Livros Clássicos para Pessoas com Pressa". "É um bom livro para ler na casa de banho durante um cocktail", brinca o autor. "Quando alguém falar de literatura já há assunto de conversa. As pessoas vão parecer brilhantes e na verdade nem sequer leram os livros." Ler mais




Esta é uma das novidades da Editorial Presença para Novembro e promete, pelo menos, divertir. Aqui ficam algumas tiras para «aguçar» o apetite.



Ulisses, de James Joyce



A Bíblia



Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez



D. Quixote, de Cervantes

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Stephen King participa em nova série de livros de BD


American Vampire, cujo lançamento está programado para Março de 2010,  é o nome da nova série de livros de banda desenhada em que Stephen King vai colaborar. A história que o autor vai desenvolver gira em torno de Skinner Sweet, o primeiro vampiro norte-americano, com características tenebrosas: é um assaltante de bancos e um cowboy assassino dos finais do século XIX. A sua particularidade? É mais rápido e forte do que outros vampiros, pois, pasme-se, é movido a energia solar.
Serão publicados cinco fascículos, que contam duas histórias diferentes, sendo que Stephen King só escreverá uma delas. A outra fica a cargo de Scott Snyder, que ficou conhecido pela obra Voodoo Heart. Este último argumento vai-se centrar na decadência e decepção, mas também no glamour da época do Jazz. A personagem centra é Pearl, uma mulher moderna e ambiciosa que procura a sua grande oportunidade em Hollywood mas que pelo caminho é travada por alguns precalços sinistros e tenebrosos. 
O trabalho artístico ficará a cargo de Rafael Albuquerque, celebrizado pelo trabalho que desenvolveu nas BD's de Superhomem e Batman. Ler mais

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Zits

Autores: Jerry Scott & Jim Borgman
Editora: Gradiva
Páginas: 128 por volume
Tradução: Jorge Lima


Sinopse: Zits é um olhar hilariante e revelador sobre a vida de Jeremy Duncan, um rapaz de quinze anos que tenta desesperadamente encontrar um mínimo de sentido nas coisas. Vive com o pai e a mãe, é caloiro no liceu, e divide o seu tempo entre três áreas de interesse: música, andar por aí com os amigos e espantar-se com a espantosa ignorância dos seus pais sobre quase tudo.


Opinião: Quem é que, durante a manhã ou à tarde, a caminho do emprego ou de outro sítio qualquer lê o jornal, gratuito ou pago, e nas últimas páginas solta, normalmente, um sorriso com as tiras cómicas que aí se encontram? Zits faz parte desse universo, tal como Calvin & Hobbes (do qual também sou grande entusiasta das desventuras deste rapaz e do seu tigre) ou Lagoa de Sherman, por exemplo.


Conheci estas tiras sensivelmente há um ano, e desde ai fiquei adepto. Já constam em minha casa cerca de 11 volumes desta obra cómica. Desde a obra de Bill Watterson, que «li» e reli nos meus 15-17 anos (hoje tenho 22), que me tinha deixado deste tipo de leituras. No entanto, a "borbulha" entrou e ficou.


Com indica a sinopse, Zits é história de um adolescente que vai crescendo, e com isso vão surgindo mais dúvidas e interrogações, para as quais as respostas são muitas vezes escassas. Diga-se, também, que é a típica história do adolescente americano - onde se encontram os pais que não o percebem e que tentam ser super protectores, a namorada sempre presente/ausente, o fiel amigo, etc - que encontramos nesses filmes de Domingo à tarde na televisão, mas com a qual podemos encontrar algumas semelhanças. Ao longo dos vários volumes, Zits vai evoluindo e com isso surge um sentimento no leitor: o de que está a ver um miúdo a crescer e quase quase a tornar-se num homenzinho. A conjugação dos desenhos com os diálogos fazem-nos soltar, muitas vezes, uma boa e saudável gargalhada.


Como indica a música "e recordar é viver...", um leitor com 40 anos pode ler estas tiras e recordar-se destas aventuras; pode também olhar para elas e pensar "credo, ainda bem que já não sou assim, mas até era giro.." ou, muito simplesmente, pode achar que já não tem as mínimas saudades de tais tempos.


Um dos aspectos que me agradou profundamente nesta obra foi o facto de ela me fazer recordar o Calvin. Já não aquele rapaz traquinas com o seu tigre, mas sim a sua evolução. É a passagem do «rapazito» do básico para o secundário; e peço a quem ler esta minha opinião e também tiver lido as duas tiras que me diga se não ficou com a mesma sensação.


Para terminar, devo dizer que este estilo não se enquadra a todas as pessoas, daí a classificação que lhe dou.


Classificação: Bom (7/10)