Mostrar mensagens com a etiqueta Divagações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Divagações. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal :)


Estes últimos dias têm sido demasiado atarefados, o que explica o facto de o «Favourite Readings» andar menos actualizado.

No entanto, há sempre tempo para desejar um Feliz Natal a todos os que por aqui passam e, em especial, às pessoas que fui conhecendo nestes últimos meses - que sabem quem são :)

Desejos de um Natal mesmo muito feliz e que recebam muitos livros para que o novo ano que está aí à porta comece da melhor maneira!

Beijo enorme para todos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

«O Código da Vinci» é o pior livro da década, diz The Times

Com o aproximar do final do ano é natural fazerem-se balanços, uns mais arrojados do que outros. O jornal The Times lançou-se na tarefa ingrata de reunir aqueles que podem ser considerados os 100 melhores livros da década. Mas, claro está, algo só pode ser muito bom se houver base de comparação e nestas coisas das listas há sempre tendência para dar a conhecer o reverso da medalha. O jornal não foi reuniu os 100 piores livros da década, o que, cá para nós, ia dar uma trabalheira monumental. Escolheu só 5, que podem, ou não, servir de base de análise para catástrofes literárias afim.

É neste contexto que «O Código Da Vinci» surge no 1º lugar da lista dos piores livros da última década. Já aqui disse que Dan Brown me entusiasmou muito mais no passado, mas depois de ter lido três dos seus livros não fico com a sensação de que privei intelectualmente com um autor que consegue a proeza de escrever o pior livro que li na vida, ou, como quem diz, nos últimos dez anos. 
A justificação do The Times é pobrezinha, condenando um dos livros mais vendidos nos últimos tempos em 4 linhas muito pequeninas. Traduzindo: o texto não presta e a introdução parece o início de uma história de um tablóide e não de um livro. Não é suficiente, digo eu, para que seja o pior dos piores livros. 

O segundo pior livro é «O Segredo», que, perdoem-me a falta de delicadeza, nem livro é, é um amontoado de paginas que dá (ou tenta dar) forma aquilo a que nos últimos tempos se tem dado a designação de «livro de auto-ajuda». 
Esta lista dos 5 piores livros dos últimos dez anos não me parece nada feliz, incluindo ainda, num honroso 3º lugar, o livro «Vernon God Little», que ganhou o Man Booker 2003, em virtude do humor negro com que relata a vida de um adolescente sarcástico, com uma mãe com problemas emocionais e uma melhor amiga que estrutura a sua vida em torno da comida. Não é suficiente para o The Times, que discorda com a atribuição do prémio.

É caso para perguntar: quem é que tem razão? O The Times ou os leitores que fazem de livros como «O Código de Da Vinci» um sério caso de record de vendas?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

(Off-topic) Pedro Múrias foi despedido do Rádio Clube Português

Não, Pedro Múrias não é escritor e, que se saiba, nunca pensou ser. É, ou melhor, ERA jornalista do Rádio Clube Português, muito bom, por sinal. Uma voz presente, com a qual eu, enquanto ouvinte, estabeleci alguns momentos de cumplicidade.
Em Dezembro de 2008, o Natal teve um sabor amargo: foi-lhe diagnosticado um cancro no recto. Não baixou os braços e não deixou de ser jornalista. Passou a colaborar no programa da tarde "Janela Aberta" com uma rubrica intitulada "Crónicas na Sala de Espera", na qual dava a conhecer aos que sempre gostaram de o ouvir o seu dia-a-dia enquanto doente de cancro, mas, acima de tudo, enquanto alguém que nunca baixou os braços e via sempre o lado positivo desta partida que a vida lhe tinha pregado.
É, portanto, com indignação que recebi a notícia do afastamento do RCP de Pedro Múrias, cuja ausência já se fazia sentir há algum tempo. É que sabem? Mudam-se os directores mudam-se os tempos e as vontades. O RCP já tinha perdido MUITO desde que se soube do afastamento de Luís Osório. Já não apreciei o facto de ter sido reformulada uma grelha de programação que era considerada por muitos ouvintes quase perfeita; agora se começam a despedir os colaboradores que faziam a diferença numa rádio que se queria diferente, então deixa de valer mesmo a pena sintonizar o 104.3 (Lisboa).

Os caminhos que vêm dar ao «Favourite Readings»

Inspirei-me no post "Servir de cupido", do blog (altamente recomendável) Alexandria, e reuni alguns dos critérios de pesquisa que reencaminharam várias pessoas do Google para o Favourite Readings. Alguns, no mínimo, são curiosos :) 

"Irmãos só por parte de pai são considerados meios irmãos ou não?"

"Novo catalogo do club penguin vexame no exame" (!?!?)

"Livros mais baratos" (todos queremos!)

"Nome loja tangerina Dan Brown"

"Super Chef PARTICIPANTES Bárbara" (como é que o Google reencaminhou para aqui é um mistério) 

"Em que lojas Tangerina decorreu a acção de lançamento, em parceria com a Bertrand, do mais recente livro de Dan Brown?" (critérios de pesquisa que nunca mais acabam...)

"Corrente literária de Jacquelyn Mitchar" (por cá fala-se pouco dessas coisas mais «sérias» e complicadas)

Um especial agradecimento a Ricardo Araújo Pereira, cujas Novas Crónicas da Boca do Inferno têm trazido a este espaço muitos leitores (por acidente, presumo).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Palavreado Inútil - Porque desabafar faz(me) bem

Há certas e determinadas coisas que só se tornam reais através do olhar dos outros. Não sei se será propriamente o caso do refúgio da minha outra personalidade: Palavreado Inútil. No entanto, ninguém no seu perfeito juízo se dá ao trabalho de construir um blog se não tiver como objectivo que ele seja lido pelos outros e é precisamente por essa razão que aproveito a relativa projecção do «Favourite Readings» para divulgar o «meu outro lado».
Falar sobre livros e literatura é das coisas que mais me prazer tem dado, mas a maior parte dos disparates que me passam pela cabeça ao longo do dia (e são alguns, acreditem) não cabem aqui. 
Não estou a pedir a ninguém que passe por lá. É um espaço mais destrutivo do que construtivo e instrutivo. É mais pessoal e serve o propósito de aliviar o peso daqueles que me ouvem a barafustar e contestar tudo e mais alguma coisa. É verdade que tenho feito por espalhar simpatia por todos os blogs por onde passo e tento receber o melhor que sei todos os leitores do «Favourite Readings» (que até foi eleito blog do mês - boa! consegui dizer sem me babar muito). Mas esta coisa da «simpatia» é resultado de um longo processo de aprendizagem ;) e lá no fundo todos temos mau feitio e pontos de vista muito próprios, por mais ingénuos e descabidos que sejam.
Estejam à vontade. E desculpem por ter feito um post em torno de uma coisa que, à primeira vista, parece ser flagrantemente narcisista.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Afinal a economia não precisa de toda a gente...


Todas as manhãs, a caminho do emprego, tenho por hábito ouvir rádio (só durante uns minutos, porque tenho a sorte de não morar longe do meu local de trabalho). Normalmente, como dita a rotina, oiço o segmento de um conhecido comentador de assuntos relacionados com a Economia e Finanças e, regra geral, faço-o com agrado - em suma, não percebo grande coisa do assunto e aprecio quem me tenta trocar o dito «por miúdos». 
Hoje falava-se do desemprego que, pelos vistos, vai continuar a crescer (talvez até muito mais do que imaginamos) em 2010, embora a economia portuguesa tenha registado um crescimento acima do que se esperava (no último trimestre ou qualquer coisa desse género, mas eu sou de letras, por isso não sei).
Adiante... parece também que não são só pessoas não qualificadas que têm (infelizmente) perdido os seus empregos e cada vez mais surgem nessas estatísticas pessoas com formação superior e, nomeadamente, jovens recém licenciados. Até aqui tudo bem, porque, em última análise, o acesso ao ensino superior generalizou-se e o facto de se privilegiar em Portugal o ensino público faz com que a Universidade (e agora com Bolonha os mestrados) seja a etapa natural que se segue ao ensino obrigatório - do tipo, a licenciatura, como costumo dizer na brincadeira, é o novo 12º ano.
Tudo isto é mais ou menos do senso comum e não causa qualquer choque. Acontece e pronto. O que me levou a dissertar sobre esta questão foi o facto de o dito analista afirmar que se estatisticamente a maior parte dos desempregados com formação superior são da área de Letras é preciso reformular o sistema porque, e em jeito de citação, "a economia não precisa deles".

Contra mim falo, porque sou de Letras, sempre fui e continuo teimosamente a ser (é uma espécie de «amor à camisola»), embora esteja num emprego que interessa mais à economia (prestação de serviços e essas coisas giras). No entanto, não sou propriamente feliz e se me dessem a escolher preferia contribuir para o PIB de outra maneira. 

Não me parece plausível que se possa resumir a questão do desemprego dos jovens recém licenciados ao facto de não terem tido o discernimento de ingressar em cursos que realmente interessassem à economia. Com tantos milhares de jovens portugueses é de supor que tenham formações diversificadas e muitos deles até se decidem pelas áreas mais tecnológicas que dizem tanta falta nos fazer. No entanto, a cultura TEM QUE interessar à economia e para isso precisamos de muitos licenciados em Letras - e acreditem que há muito boa gente com vontade de trabalhar naquilo para que realmente estudou (eu, por exemplo) e poder viver disso. 

A economia, que mais parece um austero ditador no nosso dia-a-dia, precisa de todos nós, tenhamos nós formação em economia e gestão, engenharia, medicina, direito, jornalismo, história ou tantos outros cursos que por aí existem.

Aliás, é fácil para uma pessoa formada em Economia dizer que «os outros» não servem ao país: os intelectuais sempre transportaram o estigma de não produzirem matéria palpável e de não serem produtivos, não fosse a «produtividade» um conceito que nos persegue diariamente. No entanto, parece-me existir uma relação intrínseca entre a riqueza de um país e o seu nível cultural. A mim pouco me interessa viver num país economicamente interessante mas culturalmente pobre. Aliás, nos bons exemplos que existem por esse mundo fora há uma constante e se os senhores economistas se dessem ao trabalho veriam que nesses o nível cultural é proporcional à robustez do sistema produtivo.
Se a economia portuguesa não precisa de toda a gente então aí poderá estar um grande problema: enquanto país só vamos para a frente em conjunto e não podemos deixar de fora aqueles que num determinado momento específico já não servem, mas que poderão vir a dar imenso jeito no futuro, que espero que esteja bem próximo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não gosta de 6ªs feiras 13? Será que sofre de parascavedecatriafobia?


Sim, leram bem, parascavedecatriafobia (ou Parasquavedequatriafobia) é o nome específico que traduz o medo da sexta-feira treze e é de origem grega: παρασκαυεδεκατριαφοβία = Παρασκαυε, "sexta-feira" + Δεκατρείς, "treze" + φοβια, "medo". Pelos vistos, o medo patológico da "sexta-feira" treze remonta a tempos imemoriais. Pessoalmente, 6ª feira (13 ou qualquer outra) é sempre o melhor dia da semana e esta não será excepção!
De qualquer modo, se for o 13 que o assusta e não propriamente a sexta-feira, fica desde já a saber que sofre de Triscaidecafobia!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como publicar um livro? Safaa Dib responde!


Vale a pena ler até ao fim o artigo "Como publicar um livro (ou tentar, pelo menos)", no blog da editora Saída de Emergência.
Com humor q.b., é um artigo que condensa vários conselhos para os aspirantes a escritores (especialmente para estes!). Além disso, aborda a questão tendo em conta a era digital e é sempre interessante vislumbrar os bastidores (ainda que de uma forma tão caricata) desse tumultuado mundo das editoras.

Aqui fica um excerto, que é, na realidade, um advertência:
"Agora imaginemos que o Sr. Silva foi aprovado para edição pela editora XX. Ah maravilha! O Sr. Silva vai ser escritor! Vai ser rico! Desengane-se, Sr. Silva. Rico não vai ser de maneira nenhuma. Não estamos nos EUA em que o escritor vende um livro a uma editora e pode fazer ainda algum dinheiro jeitoso com essa venda. Até porque em Portugal só em raras excepções publicam-se mais do que 2000 a 3000 exemplares (e falo das grandes editoras). Elabora-se um contrato, recebe um X de pagamento, e depois fica à espera da percentagem que cabe ao autor pelas vendas, se houver boas vendas.
 Quem está nisto pelo dinheiro, vai ficar desiludido. Bastante desiludido. E a não ser que se chamem Miguel Sousa Tavares ou José Rodrigues dos Santos, não dá para viver só da escrita em full-time, sorry!"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Duras verdades ou complexos de um pseudo-intelectual?


O que mais aprecio na revista Ler são as colunas de opinião. Estava eu a ler (passo a redundância, mas ela é inevitável) o espaço "O Bem e o Mal" de Jorge Reis-Sá e eis que me deparo com um trecho que me deixou logo um bocadinho mal-disposta pela manhã (em grande parte porque, de imediato, não consegui decidir se Reis-Sá tinha ou não razão):
"O facto de Müller não estar praticamente traduzida em Portugal - como não estava Le Clézio, por exemplo - é que nos deve fazer pensar. Que país é este que edita historietas da Jodi Piocoult e do Nicholas Sparks e se esquece dos verdadeiros escritores? Será preciso um Nobel para que se veja que quem perde somos nós?" (p. 11).
Bem sei que a coluna de Jorge Reis-Sá apresenta sempre os dois lados da questão, mas desta vez não consigo concordar com nenhum. Posto isto, e porque não é meu objectivo criar uma polémica em torno deste assunto, só quero expor aquela que tem sido a máxima pela qual me guio no que trata às (minhas) escolhas literárias: cada um lê aquilo que quer e bem lhe apetece. Lembro-me de há uns anos, aquando do boom dos livros de Margarida Rebelo Pinto (que li, pelo menos um, para poder saber que não queria ler mais), que se dizia que o importante era que os portugueses estavam a ler mais, independentemente do autor que escolhiam. E não é válido? O bom leitor é só aquele que lê os clássicos e os Nobel? Se assim for, então incluo-me no rol dos leitores incultos e obscurecidos que desconheciam por completo Herta Müller, embora deva confessar que a minha existência decorria com perfeita normalidade até esta escritora saltar para as luzes da ribalta intelectual.

Ainda assim (e porque a reflexão de Jorge Reis-Sá surge no final da primeira coluna), de imediato, dei o benefício da dúvida ao cronista, mesmo que a maior parte de nós não admita com ligeireza, ler um clássico ou um Nobel faz-nos sempre sentir mais cultos , embora nem sempre seja a leitura da nossa vida (que interessa se gostámos, se era «maçudo» ou se pura e simplesmente não conseguimos perceber a euforia em torno da coisa?). Já li a minha cota parte de vultos da literatura, mas também os Nicholas Sparks desta vida e não foi por isso que me senti mais pobre. 
O cronista incendiou esta minha reflexão por afirmar "eu só gosto de ler coisas que trazem apensas um prémio". Eu (se bem que no panorama do pseudo-intelectualismo a minha opinião não conta para nada) só gosto de ler coisas que me dêem prazer, com as quais me identifico e que me abstraiam dos problemas do dia-a-dia. Se for Saramago, V. S. Naipaul, Günter Grass ou mesmo Herta Müller (só para nomear alguns, porque não vou percorrer toda a lista de premiados pela Academia Sueca) muito bem; se for um romance de cordel, a Jodi Picoult (que ainda não li), o Nicholas Sparks, a Nora Roberts ou qualquer outro autor menos galardoado também não me importo. Eu gosto é de ler, ponto final.

sábado, 31 de outubro de 2009

Dormir entre os livros


Estava a vaguear pelas paginas do Expresso e eis que encontro algo que me chama a atenção: "Dormir de borla na livraria".  Tratava-se, nada mais nada menos, de uma das mais famosas livrarias do mundo, a Shakespeare & Company, onde se podem encontrar livros sobre tudo e mais alguma coisa, em qualquer língua e de qualquer parte do mundo. Já me tinham avisado de que esta não era uma livraria qualquer... isto porque escritores, aspirantes a tal ou simplesmente amantes da literatura podem lá pernoitar a custo (quase) zero. The catch?
Por cada noite bem passada é preciso passar duas horas durante o dia a arrumar livros... (que penosa e infindável tarefa ;)
Quem for a Paris e não tiver alojamento já sabe que tem alternativa (muito instrutiva). Há casa de banho, mas não chuveiro... mas já se deixou de tomar banho por muito menos, não?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A polémica em torno de Saramago vista pelo Inimigo Público


Nestas coisas do humor, cada um reage à sua maneira, razão pela qual me abstenho de comentários, porque às vezes só rir é mesmo o melhor «remédio» :) Inimigo Público



domingo, 25 de outubro de 2009

Incentivo à leitura (não resisti!)







Todas as estratégias são válidas, pois embora se tenha concluído que o Plano Nacional de Leitura está a ter resultados positivos - li no DN que os portugueses estão a ler mais e a valorizar a importância de adquirir hábitos de leitura - ainda está muito por fazer, nomeadamente entre os mais novos!


domingo, 18 de outubro de 2009

As contradições de Saramago?

Eu cá não sou de intrigas, mas havia mesmo necessidade?


Saramago, cujo estatuto (e, claro está, prémio Nobel) lhe permite [quase] tudo, considera que a sua interpretação da história de Caim e Abel (incluindo-se neste lote os leitores que subscrevem essa religião) não causará mossa na Igreja Católica. Justificação? Porque os católicos não lêem a Bíblia... Até aqui até percebo o argumento, embora não seja por se ler a Bíblia de uma ponta à outra que se é "mais católico" (em todos os sentidos).

Repito, não sou de intrigas, mas acrescentar que "a Bíblia é um manual de maus costumes" e que tem subjacente a imagem de um Deus cruel, invejoso e insuportável parece-me bastante ofensivo para essa Igreja Católica que (supostamente) não iria ficar incomodada.

Cada um acredita (ou não) no que quer e tem fé no que bem lhe aprouver. Que fique bem claro que não me mostro pessoalmente incomodada com as afirmações de Saramago. Acho é que não havia necessidade. Quer Saramago queira ou não, a Europa onde nasceu e que lhe deu oportunidade para dizer tudo o que lhe passa pela cabeça tem um estrato civilizacional profundamente cristão. Quanto a isso não há nada a fazer. O cristianismo (e todas as Igrejas que se foram instituído ao longo de séculos (sendo, claro está, a Católica a mais proeminente) deixou marcas profundas que ainda hoje subsistem - rituais, pensamentos mágicos, feriados, festas populares e muita História, quer se goste dela ou não. 
Não é por ser católica ou deixar de ser que me insurgi contra as afirmações de Saramago. Até concordo quando afirma que "Deus só existe na nossa cabeça". Só me confunde a guerra que compra contra a Igreja, quando, mais uma vez repito, não havia necessidade; ofende a quem sentir que tem razões para isso e perde os leitores mais crentes que até se podiam ter deixado iludir pela alusão a Caim no título do seu livro.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

As dicas da Fernanda para se ler mais!

Muito útil o conteúdo do post "Dicas para ler mais", do blog Leituras da Fernanda.
Não é que seja revelador no seu conteúdo, mas pôs-me a pensar que é cada vez menos o tempo útil de leitura (pelo menos o meu). Entre o trabalho, a faculdade, a família, o namoro, os amigos e tantas outras coisas que dispersam a nossa (e em especial a minha) atenção, sobra pouco (ou muito menos do que seria desejável) para os livros.

De qualquer modo, o que interessa é ler, muito, pouco, às vezes, MAS LER, nem que seja meia a dormir para no dia seguinte reler as duas últimas páginas.


Wishful thinking of the day: sabia tão bem uma espécie de "licença sabática" para pôr a leitura em dia!