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domingo, 13 de dezembro de 2009

Sketchbook Calvin & Hobbes

Vários artistas de banda desenhada criaram a sua própria versão do irrequieto e imaginativo Calvin e de Hobbes, o tigre mais famoso de todos os tempos.
Aqui ficam algumas das ilustrações. As restantes podem ser vistas aqui.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ler no Alfa Pendular

Mias um incentivo à leitura através de uma parceria entre a CP Comboios de Portugal) e a Wook, que arranca hoje. Quem viajar de comboio pode ler (gratuitamente) excertos de obras literárias recentes nas suas viagens. Estes são os títulos em destaque:
  • «O Simbolo Perdido», de Dan Brown (Bertrand Editora)
  • «A Estirpe», de Guillermo del Toro e Chuck Hogan (Editora Objectiva)
  • «Fúria Divina», de José Rodrigues dos Santos (Gradiva Publicações)
  • «A Melodia do Adeus», de Nicholas Sparks (Editorial Presença)
  • «A Sombra do que Fomos», de Luis Sepúlveda (Porto Editora)
Ler mais aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Espólios de Fernando Pessoa e Camilo Pessanha on-line no sítio da Biblioteca Nacional




Vale a pena espreitar o sítio WEB onde é disponibilizado o Espólio de Fernando Pessoa, um trabalho de digitalização que tem vindo a ser desenvolvido pela Biblioteca Nacional Digital.

Aqui ficam algumas das imagens dos manuscritos que são disponibilizadas.





A não perder também o sítio WEB onde está a alojado o Espólio de Camilo Pessanha, onde podem ser consultadas digitalizações de manuscritos e cartas do autor, mas também indíces de títulos e onomásticos e inconografia diversa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Biografia dos Xutos & Pontapés apresentada dia 9 de Dezembro

«30 Anos – A Maior Banda do Rock Português», uma biografia dos Xutos & Pontapés escrita por António Murteira da Silva e Rui Costa e editada pela Bertrand (hoje nas livrarias), será apresentada por ToZé Brito no dia 9 de Dezembro na FNAC Colombo, pelas 18h30. Ler mais aqui



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Internet e os direitos de autor...

Parece que durante um período de um mês foram reproduzidos ilegalmente artigos de imprensa em 75 mil locais na Internet.
O estudo foi feito pelo "Fair Syndication Consortium", entre 15 de Outubro e 15 de Novembro. As conclusões são alarmantes: 75.195 sítios na Internet reproduziram, sem autorização, pelo menos um artigo de jornal (excertos ou texto integral). Efectivamente, foram detectadas 112 mil reproduções exactas.

Tem sido hábito publicar neste blog algumas notícias alusivas ao que há de novo na área da literatura. No entanto, sempre que possível, tenta-se «dar a volta ao texto». Quando tal não acontece, mesmo que se tenham publicado excertos de comunicados emitidos por agências noticiosas, é sempre colocada uma referência no final de cada post, para que o leitor possa ir conferir à fonte original.

A Internet permite um acesso (quase) ilimitado a fontes de informação. No entanto, quem utiliza informação alheia deve sempre fazer a referência específica. Já basta a quantidade de vezes ao longo de uma vida que vamos atropelando os direitos de autor, mesmo que inconscientemente. Ler mais aqui

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

«Poemas Portugueses» apresentado no dia 15 de Dezembro


«Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI», coordenado por Jorge Reis-Sá e Rui Lage e editado pela Porto Editora, será apresentado no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19:00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa. Vasco Graça Moura, que assina o prefácio da obra, também apresenta o livro. Ler mais aqui

«A Guerra e a Paz» de José Augusto França

«A Guerra e a Paz» é o novo romance histórico do historiador José Augusto França. A apresentação, a cargo de Hélder Macedo, está agendada para o dia 9 de Dezembro na Biblioteca do Grémio Literário, em Lisboa, pelas 19h00.

«Depois de «Ricardo Coração de Leão» e de «João sem Terra», que são «Duas Vidas Portuguesas» (2007 e 2008), José Augusto França apresenta um romance histórico que o não é, em tão explorado género literário, mas sim na realidade um romance dos tempos que atravessa – os anos 40 portugueses e franceses da ocupação alemã, os anos 60 lisboetas das revoltas estudantis e 70, da revolução. Trazido aos anos 90 vividos numa velha casa do Anjou, «A Guerra e a Paz» é um romance de memórias e dúvidas, amores e desamores do nosso tempo. Como outrora se dizia, trata-se de «destinos individuais inscritos no contexto histórico». O título vem, como se sabe, de Tolstói, e é reutilizado cento e trinta anos mais tarde. Não disse recentemente Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura em 2007, a propósito do romance contemporâneo, que ele ´tem uma vida após Tolstói´? E ele próprio, Tolstói, não escreveu que ´a guerra é de todos e a paz de cada qual?´». In Diário Digital

Sobre o autor
Ficcionista, ensaísta e crítico de arte, nascido em 1922, em Tomar, diplomado pela École d'Hautes Études de Paris e doutorado pela Sorbonne, é membro de academias de artes e cultura em Portugal e em França. Dedicando-se especialmente à investigação e ao ensaísmo, dirigiu o Departamento de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa.
Foi presidente do ex-Instituto de Cultura e Língua Portuguesa e da Academia de Belas-Artes e director do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris.
Enquanto teórico e divulgador, pertenceu ao Grupo Surrealista de Lisboa, de que fizeram parte, entre outros, Mário Cesariny de Vasconcelos e Alexandre O'Neill. Colaborou, com artigos de crítica de arte e cinema, em inúmeras revistas e jornais literários portugueses e estrangeiros, destacando-se, no último caso: Art d'Aujourd'hui e Cahiers du Cinema e foi director de Unicórnio e co-director de Cadernos do Meio-Dia.
Destacam-se na sua obra: Natureza Morta, Despedida Breve (ficção); Azazel (teatro); e no ensaio: Charles Chaplin, o "Self Made Myth", Almada Negreiros, o Mestre sem Obra, O Romantismo em Portugal e O Modernismo na Arte Portuguesa.

Primeiro filme da série literária "Uma Aventura" estreia esta quinta-feira

O filme "Uma aventura na casa assombrada", primeira adaptação cinematográfica da série literária juvenil de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, estreia amanhã em 50 salas e tem a assinatura de Carlos Coelho da Silva.

O realizador já tinha rodado a adaptação televisiva da série para a SIC e assina agora o filme que dá corpo no grande ecrã às personagens de uma das mais famosas séries literárias portuguesas para a infância e juventude.

A história escolhida foi "Uma aventura na casa assombrada", publicada em 1997, e que inclui todos os ingredientes para um filme de acção e mistério, com fantasmas e vilões. In RTP Notícias

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Protocolo possibilita distribuição de milhares de livros nas comunidades portuguesas

Mais boas notícias no que diz respeito à difusão da cultura portuguesa além fronteiras.

Milhares de livros serão distribuídos nas comunidades portuguesas no âmbito de um acordo assinado hoje entre a Secretaria de Estado das Comunidades e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, informou o gabinete do secretário de Estado.

No total serão distribuídas 400 mil obras de Literatura, História, Poesia, Teatro, Espistolografia, Filosofia, Ensaio e Critica, entre outros, às associações portuguesas no estrangeiro, nomeadamente gabinetes de leitura, leitorados e escolas portuguesas. Ler na RTP Notícias

O primeiro balanço da Bubok em Portugal





A Bubok é um projecto originalmente espanhol, que saiu da imaginação de Ángel María Herrera Burguillo. É um serviço de auto-publicação online que dá aos autores a  possibilidade de serem os seus próprios editores. Tudo é passível de ser publicado: poemas, romances, relatórios, ensaios, teses de doutoramento, receitas, manuais, memórias, guias, fotografias, ilustração, banda desenhada, etc. 

Os livros ficam à venda em https://bubok.pt. e  o autor arrecada 80% dos lucros.

Em Portugal já se publicaram cerca de 450 títulos em formato electrónico ou no sistema print-on-demand, desde finais de Junho.


A estante virtual tem actualmente em destaque a obra "Correr por Prazer - Já correu hoje?", escrito pelo maratonista Vítor Dias, pela enfermeira especialista em reabilitação Ana Maria de Freitas e pela nutricionista Filipa Vicente.

O que diz Alexandre Lemos, o country manager da Bubok para o território nacional:

"Desde finais de Agosto, inícios de Setembro, rondamos a média dos três novos livros publicados por dia, o que é, de certeza, um recorde nacional de publicação mas também um número bastante aceitável num contexto de autopublicação".

"Quanto aos downloads, temos tido um maior número nas publicações gratuitas. Essa ainda é a grande função do livro electrónico, não podemos ignorar. O número de pessoas a pagar pelo download é menos significativo".
Ler mais aqui e aqui.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"The Carrie Diaries" é a nova aposta da autora de "O Sexo e a Cidade"

 

Alguma vez imaginou como é que a Carrie Bradshaw era na adolescência? Remontar a uma época onde ainda não existem os famosos Manolos é o que propõe Candace Bushnell, num livro que será lançado a 27 de Abril de 2010, nos Estados Unidos, um mês antes da estreia da sequela do filme "O Sexo e a Cidade".

O livro promete desvendar como é que Carrie desenvolveu o seu «fashion sense» e como é que foi o seu primeiro amor.

Já existem apelos para transformar a vida desta Carrie teenager numa série de televisão. É esperar para ver, como se costuma dizer. Ler mais

Murakami inspirou-se em George Orwell para escrever «1Q84»


O escritor sensação do momento, Haruki Murakami, inspirou-se na obra de George Orwell no seu último romance, «1Q84» - em japonês, o número «9» é pronunciado como a letra inglesa «Q».
O livro tem dois volumes (ao todo são 1055 páginas) e conta uma história passada em Tóquio, no ano de 1Q84. No Japão, onde foi publicado em Maio, já é (mais) um sério caso de sucesso.





Numa entrevista recente, Murakami falou sobre a diferença entre o seu romance e o de Orwell.
«1984 era um romance sobre o futuro próximo. Eu quis escrever alguma coisa oposta a isso, um romance sobre o passado recente que mostrasse como as coisas poderiam ter sido», explica Murakami.
«Isso é algo que poucas pessoas fizeram. Eu tinha essa sensação de que queria recriar o passado, em vez de reproduzi-lo. Questiono-me sempre sobre se o mundo em que estou é o real. Em algum lugar em mim, acho que há um mundo que pode ser diferente deste».
Ao ser questionado sobre se tinha sonhos tão complexos quanto os que descrevia nas suas histórias, Murakami diz que raramente sonha. Ler mais

Fotobiografia de Camilo Castelo Branco hoje lançada em Famalicão


Desconfio que quero... e muito!  

Agora já é possível viajar através dos locais por onde passou Camilo Castelo Branco, ver os seus amigos ou ler os recados que deixou, graças a uma fotobiografia, elaborada por Viale Moutinho, hoje lançada em Seide, Famalicão. Ler mais

São cerca de 600 as imagens que compõem a obra “Memórias Fotobiográficas de Camilo Castelo Branco (1825-1890)", o novo livro de José Viale Moutinho, que vai ser apresentado, pela primeira vez, na quinta-feira, dia 26 de Novembro, pelas 18h00, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. Entre fotografias, retratos, desenhos e documentos que testemunham a vida do grande romancista Camilo Castelo Branco, o autor traça o percurso de uma vida “extraordinariamente infeliz, que não podia acabar como a da maioria dos desgraçados”, como indicam as palavras do próprio Camilo na abertura da obra.

Publicado pela Editorial Caminho, com uma tiragem de quatro mil exemplares, o livro é composto por mais de 400 páginas, incluindo algumas fotografias raras, como é o caso da foto tirada a 2 de Junho de 1890, dia seguinte ao suicídio de Camilo, que mostra o grande amigo do escritor Freitas Fortuna junto ao seu caixão na casa de S. Miguel de Seide. Referência também para alguns desenhos da autoria de prestigiados criadores como Júlio Pomar ou o Mestre José Rodrigues. A obra inclui ainda uma cópia do relatório de investigação judicial sobre o suicídio de Camilo.
Acima de tudo, esta obra é a homenagem a um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, autor de romances intemporais como “Amor de Perdição” ou “A Queda de um Anjo”. CM Familicão

BN compra espólio de Luiz Pacheco

O direito de preferência e 12 mil euros foi quanto bastou para que a Biblioteca Nacional adquirisse, à leiloeira Otim Cum Dignitate, mais de cem documentos do escritor Luiz Pacheco, que incluem cartas, entrevistas e críticas literárias. 

Links com interesse:

Luiz Pacheco (1925-2008) nasceu em Lisboa. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa que não concluiu, sendo admitido em 1946 como agente fiscal da Inspecção de Espectáculos e vindo a tornar-se terceiro oficial dessa instituição. Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, de que se destacam O Globo, Bloco, Afinidades, O Volante, Diário Ilustrado, Diário Popular e Seara Nova. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como Raul Leal, Mário Cesariny, Natália Correia, António Maria Lisboa, Herberto Hélder, Vergílio Ferreira, etc. Dedicou-se à crítica literária e cultural, ganhando fama como crítico irreverente. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime do Estado Novo.

Obras: Carta-Sincera a José Gomes Ferreira (1958); O Teodolito (1962); Comunidade (1964); Crítica de Circunstância (1966); Textos Locais (1967); O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (1970); Exercícios de Estilo (1971); Literatura Comestível (1972); Pacheco versus Cesariny (1974); Textos de Circunstância e Textos Malditos (1977); Textos de Guerrilha 1 (1979); Textos de Guerrilha 2 (1981); Textos do Barro (1984); O Caso das Criancinhas Desaparecidas (1986); Textos Sadinos (1991); Memorando, Mirabolando (1995). Prefaciou a Filosofia de Alcova de Sade (1969). Projecto Vercial

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Exemplar da primeira edição de "A Origem das Espécies" esteve esquecido numa casa de banho inglesa


Parece anedota, mas é verdade! Vai ser leiloado amanhã, na Christie's,  um exemplar da primeira edição do livro em que Charles Darwin formulou a teoria da evolução das espécies, há 150 anos. O aspecto curioso é que esse exemplar esteve durante 40 anos na prateleira da casa de banho de uma família inglesa de modo a «entreter» os convidados que por lá tivessem que passar... A raridade foi identificada depois de um dos familiares ter identificado a lombada após ter ido a uma exposição sobre o famoso naturalista.
A leiloeira londrina espera que o livro atinja o equivalente a 66 mil euros, um valor que excede em muito as libras que os proprietários despenderam na compra que fizeram há tantos anos atrás. Ler mais

Assírio & Alvim passará obras esgotadas a formato digital

Óptimas notícias as chegam da editora Assírio & Alvim, que ambiciona reeditar livros esgotados em formato digital. A editora espera ter o projecto em andamento em meados do próximo ano e o objectivo é proporcionar aos leitores o acesso a obras esgotadas - e especialmente aquelas que não tem qualquer intenção de volta a imprimir.
Ainda não se sabe que obras e autores farão parte deste projecto, mas de certo serão livros de ficção e de ensaio, já datados, e cujos custos de reimpressão não trariam o retorno desejado e não justificavam o investimento. Ler mais

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

José Rodrigues dos Santos fala de «A Fúria Divina» em entrevista ao Diário Digital


Goste-se ou não, é o escritor sensação do momento. Nesta entrevista publicada no Diário Digital, José Rodrigues dos Santos explica como é que teve a ideia para este novo romance, do choque de civilizações, entre o Ocidente e o Islão e de como chegou à fala com Abdullah Yusuf, um ex-terrorista da Al-Qaeda.
Quando o jornalista lhe perguntou qual seria o tema central do seu próximo romance, Rodrigues dos Santos foi evasivo, mas a sua resposta deixa antever que já está a pensar nisso. A entrevista pode ser lida na íntegra aqui.





«O Código da Vinci» é o pior livro da década, diz The Times

Com o aproximar do final do ano é natural fazerem-se balanços, uns mais arrojados do que outros. O jornal The Times lançou-se na tarefa ingrata de reunir aqueles que podem ser considerados os 100 melhores livros da década. Mas, claro está, algo só pode ser muito bom se houver base de comparação e nestas coisas das listas há sempre tendência para dar a conhecer o reverso da medalha. O jornal não foi reuniu os 100 piores livros da década, o que, cá para nós, ia dar uma trabalheira monumental. Escolheu só 5, que podem, ou não, servir de base de análise para catástrofes literárias afim.

É neste contexto que «O Código Da Vinci» surge no 1º lugar da lista dos piores livros da última década. Já aqui disse que Dan Brown me entusiasmou muito mais no passado, mas depois de ter lido três dos seus livros não fico com a sensação de que privei intelectualmente com um autor que consegue a proeza de escrever o pior livro que li na vida, ou, como quem diz, nos últimos dez anos. 
A justificação do The Times é pobrezinha, condenando um dos livros mais vendidos nos últimos tempos em 4 linhas muito pequeninas. Traduzindo: o texto não presta e a introdução parece o início de uma história de um tablóide e não de um livro. Não é suficiente, digo eu, para que seja o pior dos piores livros. 

O segundo pior livro é «O Segredo», que, perdoem-me a falta de delicadeza, nem livro é, é um amontoado de paginas que dá (ou tenta dar) forma aquilo a que nos últimos tempos se tem dado a designação de «livro de auto-ajuda». 
Esta lista dos 5 piores livros dos últimos dez anos não me parece nada feliz, incluindo ainda, num honroso 3º lugar, o livro «Vernon God Little», que ganhou o Man Booker 2003, em virtude do humor negro com que relata a vida de um adolescente sarcástico, com uma mãe com problemas emocionais e uma melhor amiga que estrutura a sua vida em torno da comida. Não é suficiente para o The Times, que discorda com a atribuição do prémio.

É caso para perguntar: quem é que tem razão? O The Times ou os leitores que fazem de livros como «O Código de Da Vinci» um sério caso de record de vendas?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Umberto Eco é acertivo: "O Google é uma tragédia para os jovens"

Numa entrevista ao jornal Der Spiegel, Umberto Eco, escritor e semiólogo italiano (agora também curador de uma nova exposição no Louvre, em Paris), dissertou acerca do lugar que as listas ocupam na história da cultura, das formas pelas quais tentamos evitar pensar na morte e explicou porque é que considera o Google perigoso para os jovens. A entrevista foi publicada no UOL Notícias.

"A lista não destrói a cultura; ela a cria. Para onde quer que você olhe na história da cultura, encontrará listas. (...) Meus livros, a propósito, são cheios de listas"
"Por que me interesso tanto pelo assunto? Não sei dizer exactamente. Gosto das listas pela mesma razão que outras pessoas gostam de futebol ou pedofilia. As pessoas têm suas preferências"
"O Google faz uma lista, mas, no minuto em que eu olho para minha lista gerada pelo Google, ela já mudou. Essas listas podem ser perigosas - não para pessoas mais velhas como eu, que adquiriram o conhecimento de outra forma, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. As escolas precisam ensinar a fina arte de discriminar"

sábado, 14 de novembro de 2009

O que é que Paulo Coelho e Dita Von Tesse têm em comum?


Dizem que é sempre bom alargar os horizontes e a «arte» tem destas coisas e pode ser aplicada aos mais variados domínios. Uma coisa sei, se a notícia se confirmar há muito boa gente que vai estar com os olhos bem abertos, mas não é para apreciar a escrita de Paulo Coelho...

"Por que eu sigo a Dita Von Teese? a) pela inteligência b) vou escrever o novo show dela c) somos apenas bons amigos", questionou ontem Paulo Coelho, no seu perfil no Twitter. O escritor brasileiro anunciou depois que a resposta certa era a b. Paulo Coelho vai escrever o próximo espectáculo da stripper norte-americana, Dita Von Teese e estar envolvido em toda a produção. Ainda este mês a artista tinha afirmado à Folha Online que estavam a planear trabalhar em conjunto no próximo ano. Jornal I