Mostrar mensagens com a etiqueta José Rodrigues dos Santos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Rodrigues dos Santos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

José Rodrigues dos Santos fala de «A Fúria Divina» em entrevista ao Diário Digital


Goste-se ou não, é o escritor sensação do momento. Nesta entrevista publicada no Diário Digital, José Rodrigues dos Santos explica como é que teve a ideia para este novo romance, do choque de civilizações, entre o Ocidente e o Islão e de como chegou à fala com Abdullah Yusuf, um ex-terrorista da Al-Qaeda.
Quando o jornalista lhe perguntou qual seria o tema central do seu próximo romance, Rodrigues dos Santos foi evasivo, mas a sua resposta deixa antever que já está a pensar nisso. A entrevista pode ser lida na íntegra aqui.





segunda-feira, 2 de novembro de 2009

José Rodrigues dos Santos nomeado para o Prémio IMPAC 2010

José Rodrigues dos Santos, com o seu romance O Codex 632, foi nomeado para o International IMPAC Dublin Literary Award, um prémio escolhido através da votação de 163 bibliotecas de cidades de 43 países de todo o mundo. Com esta nomeação para um dos mais significativos prémios literários de âmbito internacional, José Rodrigues dos Santos obtém uma muito prestigiante distinção mundial. O galardão será entregue em Junho, durante uma gala literária em Dublin. O vencedor receberá 100 mil euros.

Para além de José Rodrigues dos Santos, foram nomeados para a edição deste ano do IMPAC Dublin Literary Award dois outros autores portugueses, José Saramago e José Eduardo Agualusa, e ainda Philip Roth, Paul Auster, Peter Carey e Salman Rushdie.

O Codex 632 vendeu 186 mil exemplares em Portugal e tem os direitos adquiridos por editoras de 10 países – Brasil, Itália, Espanha, Estados Unidos, Polónia, Roménia, Bulgária, Estónia, Hungria e Rússia.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A «ameaça» da Reconquista em pleno século XXI

E eis que José Rodrigues dos Santos continua em destaque neste blog... não se trata de um "ódio" de estimação, antes pelo contrário, já aqui disse que li dois romances do jornalista/escritor. O problema é que não consigo ficar indiferente a certos e determinados "fenómenos" - mesmo correndo o risco de parecer uma pseudo-intelectual intolerante.

Depois de ter sido anunciado que um ex-operacional da Al Qaeda (uma organização pouco simpática) iria estar presente no lançamento de Fúria Divina, o tema já se adivinhava... Não pensei que a conspiração fosse tão longe e que abarcasse a questão da Reconquista, mas assim é: o que está em causa no livro é a ambição islâmica de recuperar o Al-Andalus (o resto da notícia pode ser confirmada no DN). O tema é sedutor, nomeadamente numa época em que se construiu a narrativa de que o maior inimigo do Ocidente é o Islão. No entanto, disparatado e surreal, nomeadamente porque, tal como Robert Langdon (o herói solitário de Dan Brown), é um historiador português que, contra tudo e contra todos, salva um país (neste caso uma península) da catástrofe - aliás, porque é muito verosímil a materialização da conquista territorial de um país europeu no século XXI (deve ter sido por isso que comprámos submarinos...).
 

Posto isto, cada vez me parece mais que José Rodrigues dos Santos escreve para vender (o que no mundo em que vivemos nem é propriamente um defeito e a indústria livreira, bem sei, já luta o bastante para sobreviver) e as mega operações de marketing que rodeiam cada lançamento acabam por encobrir aquilo que já considerei ser uma grande falta de consistência literária. 
Talvez esteja a ser hiper crítica, mas deixei de ler Rodrigues dos Santos pela mesma razão que deixei de ler Dan Brown: muito «fogo de vista», muita acção e pouca profundidade. O nosso campeão de vendas, pelo menos, estimula o mercado, pois, perdoem-me, duvido de que todas as pessoas que adquirem os livros os acabem por ler até ao fim - aliás, estou convicta (e estarei até prova em contrário) de que muitos portugueses compram livros para embelezar as estantes; de outra maneira não se explica que o The Lost Symbol esteja no top dos livros mais vendidos há semanas num país em que já se lê pouco em português, quanto mais em inglês!

Já alguém dizia, a propósito do sucesso dos livros de Margarida Rebelo Pinto, que o que realmente interessa é que as pessoas leiam e não o que é que lêem. Será?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

?!? Ex-Operacional da Al Qaeda apresenta livro de Rodrigues dos Santos

Eu sei que é uma notícia que vi no CM, razão pela o que se perde em qualidade ganha-se em exagero e sensacionalismo (embora uma breve busca pelo google revele resultados muito aproximados), mas será mesmo verdade que um ex-operacional da Al Qaeda vai estar presente na apresentação do próximo livro de José Rodrigues dos Santos?... Segundo o dito jornal, que contactou a Gradiva, Abdullah Yusuf foi contactado pelo jornalista/escritor para dar uma "mãozinha" no processo de pesquisa acerca do Islão radical. Escusado será dizer que o dito especialista «já terá estado com Ossama Bin Laden e planeou um atentado reivindicado pela rede terrorista».

Preconceitos à parte, parece-me um tanto ou quanto pouco interessante o convívio com Abdullah Yusuf, mais que não seja devido ao "pequeno" pormenor de ser um "ex-operacional da Al Qaeda" (trocado por miúdo: ex-terrorista).
Que tal personagem deve ter contribuído muitíssimo para a pesquisa de Rodrigues dos Santos não tenho dúvidas; que este seja o único especialista nesta matéria (ou pelo menos o mais indicado) é que considero duvidoso. 

Nem sei, ao certo, o que acrescentar... acredito pouco na regeneração, mas no final das contas esta circunstância é, no mínimo, exótica. Enquanto manobra publicitária (que não estou a afirmar que seja) parece-me muito up-to-date.
Em suma, nem sei se quero saber acerca do que será o próximo romance de Rodrigues dos Santos (não esta Fúria Divina, mas uma outra que já deverá estar a ser delineada) e quais os "amigos" a quem irá recorrer para o ilustrar acerca do tema em questão :]